quarta-feira, 16 de abril de 2014

Como escolher boa literatura para crianças?

Artigo publicado em Setembro de 2011 na Revista Emília, cuja temática é bem apropriada ao tema adotado para este mês, em homenagem ao Dia Nacional do Livro Infantil. Conheça o conteúdo do site também. Muita coisa interessante!

COMO ESCOLHER BOA LITERATURA PARA CRIANÇAS?
Buscando critérios para escolha de livros

POR Yollanda Reyes (*)

TRADUÇÃO: DOLORES PRADES

Essa é a pergunta mais frequente que os pais me fazem e não gosto de respondê-la em abstrato, pois se cada criança é diferente, os pais também são, e cada pessoa tem seus gostos, suas perguntas, suas maneiras de ler... Isso sem falar nas idades, porque temos incluídos nesse rótulo que os adultos denominam, genericamente, "crianças", desde os bebês até os adolescentes.

Mas essas também são categorias abstratas, porque um bebê pode gostar dos animais, enquanto outro pode preferir flores, e uma menina de dez anos pode odiar poemas, que outra criança adora. O mesmo ocorre com os romances de aventura, ou os que falam da vida real. O mesmo com os monstros e com as fadas. Alguns gostam de contos, outros, de histórias em quadrinhos. Alguns querem muitas ilustrações, outros, letras pequenas. E isso sem falar dos momentos, porque há livros para ler à noite e outros para ler durante o dia. Há livros para chorar e outros para rir. Alguns são perfeitos para responder àquela pergunta que não sai da nossa cabeça, enquanto outros nos deixam um monte de novas perguntas. Às vezes, precisamos de uma resposta e, às vezes, precisamos de mais perguntas.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

O primeiro livro a gente nunca esquece...

Alguns momentos nos marcam profundamente, conforme os sentimentos que estamos vivendo: o primeiro dia de aula, a primeira professora, o primeiro amor, o primeiro beijo... Para mim, dentre as experiências atinentes ao mundo do conhecimento, incluo neste rol a primeira vez que eu comprei um livro. O primeiro livro comprado e lido por mim, fruto da minha escolha, motivada pela curiosidade. Inesquecível, sem dúvida nenhuma. Graças a ele, o universo das letras impressas passou a ter um outro valor. Não era o mundo dos adultos ou das leituras obrigatórias: passou a ser o meu mundo.

Como toda criança, tinha a impressão de que tudo era muito grande a minha volta: os meus pais, a casa onde morávamos, o quintal. O fato de ser pequena, magrelinha e desengonçada, contribuía ainda mais para essa sensação. No meio de outras crianças, não tinha destaque: não era boa nas brincadeiras de bola (morria de medo dela, na realidade!); perdia mais bolinhas de gude do que conseguia ganhar; e se esconder, decididamente, nunca foi meu forte até hoje. Nas brincadeiras de competição, tinha pena da outra equipe quando perdia (uma breve amostra do mundo competitivo que  enfrentaria, mal sabia eu...), mas também lamentava quando era a minha que se encontrava nesta situação (será que eu não me dediquei o suficiente para ajudar a vencer?). E assim, tudo girava em minha volta, como tinha que ser em tão tenra idade.

Mas na escola, para meu espanto, percebi que conseguia ser boa em algo: fazer as tarefas de casa. Recebia elogios da professora por isso. Assim, consegui me sentir importante, ainda que fosse uma virtude que o grupo, do qual queria tanto fazer parte, não admirasse. Parte do tempo sentia-me como se fosse mera coadjuvante que vive sonhando com o papel principal do filme. Não entendia que cada pessoa tem seu próprio roteiro. Aprendi, no entanto, que escrever com uma letra bonita ou ler sem gaguejar eram atividades escolares que me rendiam uma massagem no ego.

Mas no ano de 1987, cursando a 2ª Série do 1º Grau (atual Ensino Fundamental), aconteceu algo que iria me acompanhar por alguns anos e refletiria por toda a minha vida. Li num livro de português o trecho de um romance: descrevia um menino que ia com os irmãos conhecer a nova casa. Chegando lá, cada um correu para escolher a sua árvore, não restando ao pequeno muitas opções, pois não fora tão rápido. Assim, sua irmã (de quem ele mais gostava) resolve ajudá-lo a procurar por uma. Encontraram um pé de laranja lima, pequeno e modesto, em nada se comparando às demais árvores frondosas e imponentes do quintal. Enquanto, inconformado, reclamava da má sorte, o pequeno pé de laranja lima começou a lhe falar, deixando-o assustado! Todavia, a curiosidade era maior do que o impulso de sair correndo aos berros. A partir daí, firmou-se um laço de amizade inigualável entre ele e o menino.
O trecho terminava aí.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

"Por que você devia doar os seus livros"?

Segue abaixo texto de Rodrigo Ghedin (http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/doar-livros), na íntegra, pois cada palavra ressoa na proposta do Projeto Biblioteca Livre Ler é Viver.

Por que você devia doar os seus livros


Faz mais ou menos um mês, peguei um punhado de livros da estante, fui à biblioteca municipal e doei tudo. Uns 30 volumes, eu acho, de livros clássicos de filósofos e grandes pensadores até a coleção inteira de Harry Potter (hard cover, ainda!), além de alguns romances contemporâneos.

Ontem, numa conversa informal com amigos próximos e alguns familiares, esse assunto veio à tona e, para minha surpresa, fui execrado. Acharam absurda a minha ação, me chamaram de comunista (haha!) e… bem, reprovaram sem hesitação a minha doação para a biblioteca.
Questionei a eles o que havia de tão absurdo nisso e, principalmente, por que eu deveria manter os livros comigo — já devidamente lidos, inclusive por todos que estavam presentes. Do valor que gastei neles ao clichê de “guardar para mostrar aos filhos”, os argumentos rasos não foram muito além disso. Ah, e teve aquele terrível do “montar uma biblioteca particular é legal, fica bonito”.
Pois bem, surpresa: livros não são objetos de decoração. Ao menos, não deveriam ser. Livros são plataformas, meios de se contar histórias, para transmitir conhecimento. Aos meus filhos, caso um dia venha a ter algum, prefiro passar o exemplo do desprendimento e do bem coletivo ao do egoísmo e da ostentação. Os livros doados não sumirão da face da Terra; estarão ali, na biblioteca. Se não, outras cópias estarão espalhadas em outros cantos. Democratizar a leitura a torna mais acessível, não o contrário.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

8º Concurso Nacional de Contos: 24.03 a 30.05

Photo : 8º CONCURSO NACIONAL DE CONTOS
Livro de Graça na Praça-Academia Mineira de Letras
A Academia Mineira de Letras e o projeto Livro de Graça na Praça tornam publico que encontrar-se-ão abertas, no período de 24 de março de 2014 a 30 de maio de 2014, inscrições para concurso literário, na categoria de contos, que se realizará como parte do evento LIVRO DE GRAÇA NA PRAÇA, a ocorrer em Belo Horizonte no dia
14 de setembro de 2014. São os seguintes os critérios e informações:
1. OBJETIVO DO CONCURSO:
a)     Contribuir para o desenvolvimento da Educação em nosso País,
por intermédio da escrita e da leitura;
b)    Estimular a prosa literária no formato de conto, que consagra e consagrou inúmeros escritores e marca nossa história cultural.     
2.     O TEMA, assim como o titulo do livro, é “Mulheres”.
3.     CRITÉRIOS PARA PARTICIPAÇÃO E INSCRIÇÃO:
a)     Cada concursante poderá concorrer com até 2 (dois) textos, originais, ou seja, que nunca tenham sido publicados ou divulgados por qualquer tipo de midia, inclusive internet, escrito em Língua Portuguesa, observadas as normas gramaticais vigentes;
b)    Cada conto deverá conter, no máximo, 4(quatro) laudas, digitadas e numeradas.
4.     DA INSCRIÇÃO E HABILITAÇÃO:
a) Os concorrentes deverão encaminhar 2(dois) envelopes lacrados e endereçados à Academia Mineira de Letras (Rua da Bahia nº1466, CEP 30160-011) nesta Capital, da seguinte forma:
a.1) lº envelope com exclusiva identificação por pseudônimo do concursante, contendo 3(três) vias dos) conto(s) de sua autoria;
a.2 )2º envelope, contendo internamente a identificação do autor, inclusive curriculum resumido, e, externamente, o pseudônimo como remetente, devendo tal envelope ser inserido no lº envelope;
4.1.   Os ganhadores deverão apresentar, posteriormente, um “Termo de Cessão de Direitos Autorais” (Lei nº 9610,de 19.2.98), para o fim específico de publicação de seu texto no livro “Mulheres”. No caso de menores de idade, esse termo deverá conter visto e
autorização de seu(s) responsável(eis);
4.2.   Os envelopes poderão ser entregues pessoalmente, sob protocolo na Academia Mineira de Letras, ou enviados pelo Correio.
Serão desconsiderados os envelopes encaminhados fora do prazo, comprovado pela data do endereçamento.

5. DA AVALIAÇÃO:
a) As entidades promotoras deste concurso nomearão comissão julgadora, devendo esta guiar seu trabalho a partir dos seguintes critérios:
– criatividade e originalidade na abordagem do tema proposto;
– objetividade, clareza e organização das ideias, e
– adequação e correção da linguagem utilizada no texto.
b) A comissão julgadora terá absoluta liberdade de avaliação, não cabendo nenhum tipo de recurso contra o resultado que vier a ser proclamado;

5.1) O resultado será divulgado no facebook da AML  e site Livro de Graça na Praça, até 6 de junho;
        
5.2)  Caberá a Academia Mineira de Letras contatar os autores dos contos vencedores.

6.     DA PREMIAÇÃO:

a)     A premiação será a publicação de até 3 (três)contos vencedores junto com textos de outros autores, em livro a ser editado e distribuído gratuitamente durante o evento já mencionado, com a presença de escritores para autógrafos e relacionamento com o publico;
b) Não haverá premiação em dinheiro;

c) Caso os autores dos contos vencedores pretendam participar da distribuição, poderão fazê-lo no local do evento, mediante aviso previo de 30 dias. Não haverá, no entanto, custeamento de transporte, hospedagem, alimentação ou quaisquer outras despesas.

DISPOSIÇÕES GERAIS:
a)  A inscrição do concorrente implica na prévia e integral concordância com as normas aqui estabelecidas. Seu descumprimento implicará em sua eliminação;
b)  O material enviado não será devolvido;
c)   Casos omissos serão decididos em conjunto pelas entidades promotoras deste concurso, em Belo Horizonte;     
d) Informações adicionais e/ou esclarecimentos de interesse dos
candidatos poderão ser obtidos pelos telefones (31) 3274-9770 e (31) 9149-9011.
7. INFORMAÇÃO FINAL E AGRADECIMENTO:
        A edição do livro que aqui se refere terá o patrocínio exclusivo da Federação do Comércio do Estado de Minas Gerais, Sesc e Senac nossos constantes parceiros na realização do
evento.
Belo Horizonte,  de março de 2014.
        
(ass) Olavo Romano, Presidente da Academia Mineira de Letras
(ass) José Mauro da Costa coordenador do Livro de Graça na Praça
Lembram do Projeto Livro de Graça na Praça? Pois é, os organizadores do referido projeto e mais a Academia Mineira de Letras estão promovendo um concurso de contos. Ainda dá tempo! Leiam as informações abaixo e se inspirem:


A Academia Mineira de Letras e o projeto Livro de Graça na Praça tornam publico que encontrar-se-ão abertas, no período de 24 de março de 2014 a 30 de maio de 2014, inscrições para concurso literário, na categoria de contos, que se realizará como parte do evento LIVRO DE GRAÇA NA PRAÇA, a ocorrer em Belo Horizonte no dia 14 de setembro de 2014.

Literatura Infantil: contos de fadas - Chapeuzinho Vermelho

Chapeuzinho VermelhoAgora, no próximo dia 18 de abril, será o Dia Nacional do Livro Infantil. Com o intuito de homenagear, tentaremos postar algumas curiosidades (provavelmente esta e mais uma, antes da postagem a ser publicada na referida data) sobre esse universo literário; assim como polêmicas que envolvem essa temática. Uma maneira de dizer que livros para crianças é assunto muito sério.

Iniciando nossa proposta, temos o conhecido conto "Chapeuzinho Vermelho", cuja versão (que me era conhecida) tem os personagens da criança, da avó, do lobo e do caçador, com final feliz (para  minha alegria). Com o avançar da idade (cof cof), fui descobrindo que se tratava de uma das versões (a mais conhecida), dos irmãos Grimn. Originalmente, esse conto era voltado para o público adulto (por sinal uma versão aterrorizante, tal qual era o seu propósito). Curiosa essa transformação de lenda contada por camponeses em volta de uma fogueira (com elementos grotescos e obscenos), a um conto de caráter doméstico, lido para crianças antes de dormir.

Querendo saber mais, vale a pena a leitura de "Contos de Fadas", de Maria Tatar, da Editora Zahar. Além das versões de vários contos que nos são tão conhecidos, traz breve contexto histórico e notas explicativas. Ainda, resgata ilustrações que fascinaram inúmeros olhares infantis enquanto aguardavam o folhear da próxima página para saber o que aconteceria com seus personagens.
Trecho do que está registrado na Wikepédia  ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Capuchinho_Vermelho ) a respeito do conto da Chapeuzinho Vermelho. Acesse o link para mais informações.
(...)

A História do Conto

As origens de Chapeuzinho Vermelho podem ser rastreadas até por de vários países europeus e mais do que provavelmente anteriores ao século 17, quando o conto adquiriu a forma conhecida atualmente, com a versão dos irmãos Grimm por inspiração. Chapeuzinho Vermelho era contada por camponeses na França, Itália e Alemanha, sempre com um caráter muito popular.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Caixa de livros vai para Barcelos/AM!

A Procuradoria da República no Amazonas está com mais uma edição do Ministério Público Federal na Comunidade (MPF na Comunidade), que será realizada em Barcelos/AM (mais informações, acesse http://www.pram.mpf.mp.br/news/mpf-na-comunidade/projeto-201cmpf-na-comunidade201d-completa-um-ano-e-inaugura-fase-de-retorno-aos-municipios).
 
Dentre os integrantes da equipe, a colega Elizabeth dos Santos Carvalho aceitou nosso pedido de levar uma caixa de livros e disponibilizar para as pessoas que ficarão aguardando atendimento.
 
Aliando a busca do reconhecimento dos seus direitos, a Biblioteca Livre Ler é Viver leva um pouco de literatura, alcançando leitores nos municípios do nosso Estado,  na  carona do MPF, que faz um trabalho merecedor de elogios: indo aos nossos interiores tão distantes e isolados que, por vezes, esquecem da existência da lei.
 
Obrigada! Bom trabalho! E boa leitura!!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Natal repleto de livros: esperando por você, leitor!

Com livros doados, e outros tantos comprados na Livraria Saraiva, temos um belo acervo esperando por você, caro leitor. Livros para todos os gostos, em perfeito estado, e uma boa parte novinhos, com aquele cheirinho de quem quer ser lido logo, logo!
Queremos agradecer aos colaboradores que fizeram as doações, aos que adquiriram a rifa anteriormente divulgada, permitindo a compra de livros pela Livraria Saraiva, que estava com uma promoção tentadora para os amantes da leitura. E também à Empresa BIPACEL, que gentilmente nos presenteou com a linda Árvore de Natal que está na foto, dando um ar bem típico de dezembro à nossa Biblioteca Livre Ler é Viver.


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