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sexta-feira, 18 de abril de 2014

18 de abril




Hoje é o Dia Nacional do Livro Infantil. Foi escolhido esse dia porque hoje também relembramos o dia do nascimento de Monteiro Lobato.

Não posso falar da minha infância sem falar dos livros. Muitos livros. Minha mãe sempre nos incentivou à leitura, e eu não decepcionei: lia vários livros, várias vezes, e eles eram meus companheiros na hora de dormir.

Lembro especialmente de três livros que continham algumas histórias da Turma do Sítio participando de eventos importantes: a viagem das 20.000 léguas submarinas, a Odisséia de Ulisses, Teseu enfrentando o Minotauro... havia, inclusive, uma navegação pelos versos do “Lusíadas”, de Camões.

Nessas histórias sorri, fiquei triste, me espantei com as idéias da Emília, me aconcheguei ao lado de Dona Benta... enfim, minha imaginação corria solta, graças ao talento de Monteiro Lobato.

Depois de crescida, ao estudar mais, descobri que Monteiro Lobato não era unanimidade, visto que alguns de seu relatos trazem cenas de racismo. Não tenho pretensões de entrar nesse mérito, mas quero dizer que se você tem crianças, sejam filhos, sobrinhos, netos , etc, dê um presente para a imaginação delas, dê um 
livro de Monteiro Lobato.

Posso dizer, ao lembrar da minha infância, usando um verso dos Lusíadas, que me interessei por causa de Monteiro Lobato:
“E tudo eram memórias de alegria”

Para mais informações, acesse:

http://www.projetomemoria.art.br/MonteiroLobato/index2.html

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Como escolher boa literatura para crianças?

Artigo publicado em Setembro de 2011 na Revista Emília, cuja temática é bem apropriada ao tema adotado para este mês, em homenagem ao Dia Nacional do Livro Infantil. Conheça o conteúdo do site também. Muita coisa interessante!

COMO ESCOLHER BOA LITERATURA PARA CRIANÇAS?
Buscando critérios para escolha de livros

POR Yollanda Reyes (*)

TRADUÇÃO: DOLORES PRADES

Essa é a pergunta mais frequente que os pais me fazem e não gosto de respondê-la em abstrato, pois se cada criança é diferente, os pais também são, e cada pessoa tem seus gostos, suas perguntas, suas maneiras de ler... Isso sem falar nas idades, porque temos incluídos nesse rótulo que os adultos denominam, genericamente, "crianças", desde os bebês até os adolescentes.

Mas essas também são categorias abstratas, porque um bebê pode gostar dos animais, enquanto outro pode preferir flores, e uma menina de dez anos pode odiar poemas, que outra criança adora. O mesmo ocorre com os romances de aventura, ou os que falam da vida real. O mesmo com os monstros e com as fadas. Alguns gostam de contos, outros, de histórias em quadrinhos. Alguns querem muitas ilustrações, outros, letras pequenas. E isso sem falar dos momentos, porque há livros para ler à noite e outros para ler durante o dia. Há livros para chorar e outros para rir. Alguns são perfeitos para responder àquela pergunta que não sai da nossa cabeça, enquanto outros nos deixam um monte de novas perguntas. Às vezes, precisamos de uma resposta e, às vezes, precisamos de mais perguntas.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

"Por que você devia doar os seus livros"?

Segue abaixo texto de Rodrigo Ghedin (http://www.rodrigoghedin.com.br/blog/doar-livros), na íntegra, pois cada palavra ressoa na proposta do Projeto Biblioteca Livre Ler é Viver.

Por que você devia doar os seus livros


Faz mais ou menos um mês, peguei um punhado de livros da estante, fui à biblioteca municipal e doei tudo. Uns 30 volumes, eu acho, de livros clássicos de filósofos e grandes pensadores até a coleção inteira de Harry Potter (hard cover, ainda!), além de alguns romances contemporâneos.

Ontem, numa conversa informal com amigos próximos e alguns familiares, esse assunto veio à tona e, para minha surpresa, fui execrado. Acharam absurda a minha ação, me chamaram de comunista (haha!) e… bem, reprovaram sem hesitação a minha doação para a biblioteca.
Questionei a eles o que havia de tão absurdo nisso e, principalmente, por que eu deveria manter os livros comigo — já devidamente lidos, inclusive por todos que estavam presentes. Do valor que gastei neles ao clichê de “guardar para mostrar aos filhos”, os argumentos rasos não foram muito além disso. Ah, e teve aquele terrível do “montar uma biblioteca particular é legal, fica bonito”.
Pois bem, surpresa: livros não são objetos de decoração. Ao menos, não deveriam ser. Livros são plataformas, meios de se contar histórias, para transmitir conhecimento. Aos meus filhos, caso um dia venha a ter algum, prefiro passar o exemplo do desprendimento e do bem coletivo ao do egoísmo e da ostentação. Os livros doados não sumirão da face da Terra; estarão ali, na biblioteca. Se não, outras cópias estarão espalhadas em outros cantos. Democratizar a leitura a torna mais acessível, não o contrário.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Literatura Infantil: contos de fadas - Chapeuzinho Vermelho

Chapeuzinho VermelhoAgora, no próximo dia 18 de abril, será o Dia Nacional do Livro Infantil. Com o intuito de homenagear, tentaremos postar algumas curiosidades (provavelmente esta e mais uma, antes da postagem a ser publicada na referida data) sobre esse universo literário; assim como polêmicas que envolvem essa temática. Uma maneira de dizer que livros para crianças é assunto muito sério.

Iniciando nossa proposta, temos o conhecido conto "Chapeuzinho Vermelho", cuja versão (que me era conhecida) tem os personagens da criança, da avó, do lobo e do caçador, com final feliz (para  minha alegria). Com o avançar da idade (cof cof), fui descobrindo que se tratava de uma das versões (a mais conhecida), dos irmãos Grimn. Originalmente, esse conto era voltado para o público adulto (por sinal uma versão aterrorizante, tal qual era o seu propósito). Curiosa essa transformação de lenda contada por camponeses em volta de uma fogueira (com elementos grotescos e obscenos), a um conto de caráter doméstico, lido para crianças antes de dormir.

Querendo saber mais, vale a pena a leitura de "Contos de Fadas", de Maria Tatar, da Editora Zahar. Além das versões de vários contos que nos são tão conhecidos, traz breve contexto histórico e notas explicativas. Ainda, resgata ilustrações que fascinaram inúmeros olhares infantis enquanto aguardavam o folhear da próxima página para saber o que aconteceria com seus personagens.
Trecho do que está registrado na Wikepédia  ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Capuchinho_Vermelho ) a respeito do conto da Chapeuzinho Vermelho. Acesse o link para mais informações.
(...)

A História do Conto

As origens de Chapeuzinho Vermelho podem ser rastreadas até por de vários países europeus e mais do que provavelmente anteriores ao século 17, quando o conto adquiriu a forma conhecida atualmente, com a versão dos irmãos Grimm por inspiração. Chapeuzinho Vermelho era contada por camponeses na França, Itália e Alemanha, sempre com um caráter muito popular.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Aniversário de 110 anos de Carlos Drummond de Andrade


(texto de Miguel Oliveira)



Carlos Drummond de Andrade, o que falar dele?  Trata-se de um poeta que descobriu o óbvio, que as pessoas gostam de ouvir as coisas simples e sem estarem amarradas a formas.  Drummond sabe ser rebuscado, porém sem complicar.  Fala das coisas como se estivesse batendo papo em um grupo de amigos.  Descontraído, direto, objetivo, todavia sem perder a ternura, o olhar de carinho.  Causa espanto pela forma peculiar de dizer o que todos sentem sem tentar inventar o novo, apesar de sua maneira única de se expressar.  Para entendê-lo é preciso ler sua obra, pelo menos uma.  Ele ama, descreve, demonstra, expõe, escreve a alma sem rodeios, inteira, visceral, humana.  Em seus cem anos ele continua jovem, atual, contemporâneo.  Leia e tire suas próprias conclusões.  Drumon é Drumond. 

Veja o que ele escreve sobre o amor:


NÃO DEIXE O AMOR PASSAR 
Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento,houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.

Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.

(Carlos Drummond de Andrade)

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