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quinta-feira, 17 de abril de 2014

"O leão e a libélula" de Alessandra Karla Leite

No última dia 15, recebemos a visita da escritora Alessandra Karla Leite, autora da história infanto-juvenil "O leão e a libélula" (Ed. Valer, 2013).
 
Ela nos contou um pouco da sua experiência de escritora que dá os primeiros passos na realização do sonho de publicar uma obra. Dificuldades, acertos e erros, o sentimento de gratificação quando percebe que sua história toca os corações de seus leitores.
 
Ser escritor não é nada fácil, ainda mais de obras voltadas para o público infanto-juvenil. Essa literatura deve ser observada com seriedade, pois são os pequenos e jovens leitores o seu foco. Trabalhar em seus textos valores como respeito, responsabilidade e cuidado como elementos que compõem a prática do amar é essencial. E esses valores estão bem retratados nesta história que aborda, também, as diferenças.
 
Assim, na semana que comemorarmos o Dia Nacional do Livro Infantil, e homenageamos Monteiro Lobato, ficamos agradecidos pela visita e os exemplares que agora compõem a nossa biblioteca, mas que logo, logo irão ganhar asas em busca de seus leitores.
 
Sucesso na sua jornada, querida Alessandra!
 

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Como escolher boa literatura para crianças?

Artigo publicado em Setembro de 2011 na Revista Emília, cuja temática é bem apropriada ao tema adotado para este mês, em homenagem ao Dia Nacional do Livro Infantil. Conheça o conteúdo do site também. Muita coisa interessante!

COMO ESCOLHER BOA LITERATURA PARA CRIANÇAS?
Buscando critérios para escolha de livros

POR Yollanda Reyes (*)

TRADUÇÃO: DOLORES PRADES

Essa é a pergunta mais frequente que os pais me fazem e não gosto de respondê-la em abstrato, pois se cada criança é diferente, os pais também são, e cada pessoa tem seus gostos, suas perguntas, suas maneiras de ler... Isso sem falar nas idades, porque temos incluídos nesse rótulo que os adultos denominam, genericamente, "crianças", desde os bebês até os adolescentes.

Mas essas também são categorias abstratas, porque um bebê pode gostar dos animais, enquanto outro pode preferir flores, e uma menina de dez anos pode odiar poemas, que outra criança adora. O mesmo ocorre com os romances de aventura, ou os que falam da vida real. O mesmo com os monstros e com as fadas. Alguns gostam de contos, outros, de histórias em quadrinhos. Alguns querem muitas ilustrações, outros, letras pequenas. E isso sem falar dos momentos, porque há livros para ler à noite e outros para ler durante o dia. Há livros para chorar e outros para rir. Alguns são perfeitos para responder àquela pergunta que não sai da nossa cabeça, enquanto outros nos deixam um monte de novas perguntas. Às vezes, precisamos de uma resposta e, às vezes, precisamos de mais perguntas.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

O primeiro livro a gente nunca esquece...

Alguns momentos nos marcam profundamente, conforme os sentimentos que estamos vivendo: o primeiro dia de aula, a primeira professora, o primeiro amor, o primeiro beijo... Para mim, dentre as experiências atinentes ao mundo do conhecimento, incluo neste rol a primeira vez que eu comprei um livro. O primeiro livro comprado e lido por mim, fruto da minha escolha, motivada pela curiosidade. Inesquecível, sem dúvida nenhuma. Graças a ele, o universo das letras impressas passou a ter um outro valor. Não era o mundo dos adultos ou das leituras obrigatórias: passou a ser o meu mundo.

Como toda criança, tinha a impressão de que tudo era muito grande a minha volta: os meus pais, a casa onde morávamos, o quintal. O fato de ser pequena, magrelinha e desengonçada, contribuía ainda mais para essa sensação. No meio de outras crianças, não tinha destaque: não era boa nas brincadeiras de bola (morria de medo dela, na realidade!); perdia mais bolinhas de gude do que conseguia ganhar; e se esconder, decididamente, nunca foi meu forte até hoje. Nas brincadeiras de competição, tinha pena da outra equipe quando perdia (uma breve amostra do mundo competitivo que  enfrentaria, mal sabia eu...), mas também lamentava quando era a minha que se encontrava nesta situação (será que eu não me dediquei o suficiente para ajudar a vencer?). E assim, tudo girava em minha volta, como tinha que ser em tão tenra idade.

Mas na escola, para meu espanto, percebi que conseguia ser boa em algo: fazer as tarefas de casa. Recebia elogios da professora por isso. Assim, consegui me sentir importante, ainda que fosse uma virtude que o grupo, do qual queria tanto fazer parte, não admirasse. Parte do tempo sentia-me como se fosse mera coadjuvante que vive sonhando com o papel principal do filme. Não entendia que cada pessoa tem seu próprio roteiro. Aprendi, no entanto, que escrever com uma letra bonita ou ler sem gaguejar eram atividades escolares que me rendiam uma massagem no ego.

Mas no ano de 1987, cursando a 2ª Série do 1º Grau (atual Ensino Fundamental), aconteceu algo que iria me acompanhar por alguns anos e refletiria por toda a minha vida. Li num livro de português o trecho de um romance: descrevia um menino que ia com os irmãos conhecer a nova casa. Chegando lá, cada um correu para escolher a sua árvore, não restando ao pequeno muitas opções, pois não fora tão rápido. Assim, sua irmã (de quem ele mais gostava) resolve ajudá-lo a procurar por uma. Encontraram um pé de laranja lima, pequeno e modesto, em nada se comparando às demais árvores frondosas e imponentes do quintal. Enquanto, inconformado, reclamava da má sorte, o pequeno pé de laranja lima começou a lhe falar, deixando-o assustado! Todavia, a curiosidade era maior do que o impulso de sair correndo aos berros. A partir daí, firmou-se um laço de amizade inigualável entre ele e o menino.
O trecho terminava aí.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Literatura Infantil: contos de fadas - Chapeuzinho Vermelho

Chapeuzinho VermelhoAgora, no próximo dia 18 de abril, será o Dia Nacional do Livro Infantil. Com o intuito de homenagear, tentaremos postar algumas curiosidades (provavelmente esta e mais uma, antes da postagem a ser publicada na referida data) sobre esse universo literário; assim como polêmicas que envolvem essa temática. Uma maneira de dizer que livros para crianças é assunto muito sério.

Iniciando nossa proposta, temos o conhecido conto "Chapeuzinho Vermelho", cuja versão (que me era conhecida) tem os personagens da criança, da avó, do lobo e do caçador, com final feliz (para  minha alegria). Com o avançar da idade (cof cof), fui descobrindo que se tratava de uma das versões (a mais conhecida), dos irmãos Grimn. Originalmente, esse conto era voltado para o público adulto (por sinal uma versão aterrorizante, tal qual era o seu propósito). Curiosa essa transformação de lenda contada por camponeses em volta de uma fogueira (com elementos grotescos e obscenos), a um conto de caráter doméstico, lido para crianças antes de dormir.

Querendo saber mais, vale a pena a leitura de "Contos de Fadas", de Maria Tatar, da Editora Zahar. Além das versões de vários contos que nos são tão conhecidos, traz breve contexto histórico e notas explicativas. Ainda, resgata ilustrações que fascinaram inúmeros olhares infantis enquanto aguardavam o folhear da próxima página para saber o que aconteceria com seus personagens.
Trecho do que está registrado na Wikepédia  ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Capuchinho_Vermelho ) a respeito do conto da Chapeuzinho Vermelho. Acesse o link para mais informações.
(...)

A História do Conto

As origens de Chapeuzinho Vermelho podem ser rastreadas até por de vários países europeus e mais do que provavelmente anteriores ao século 17, quando o conto adquiriu a forma conhecida atualmente, com a versão dos irmãos Grimm por inspiração. Chapeuzinho Vermelho era contada por camponeses na França, Itália e Alemanha, sempre com um caráter muito popular.

quinta-feira, 7 de março de 2013

"A Caligrafia de Dona Sofia", de André Neves: sugestão de leitura

No ano passado, fiquei curiosa com um livro paradidático do meu filho, “A caligrafia de Dona Sofia”. Mas como precisávamos entregar na escola, conformei-me em lê-lo no final do ano. Valeu a pena esperar. Um livro inspirador! Seu objetivo não é ensinar a “escrever bonito”, mas com certeza nos leva a uma vontade de espalhar conhecimento (neste caso, poemas).
Dona Sofia é uma professora aposentada, que resolveu mandar cartinhas com poemas para seus vizinhos; por conseguinte, acaba distribuindo um sentimento de companheirismo e dedicação. Além disso, ela espalha por toda a sua casa excertos de poesias conhecidas, como se fossem fotografias de amigos queridos.
As ilustrações, feitas pelo próprio autor André Neves, nos convidam a conhecer a casa de dona Sofia, bem como descobrimos o efeito dos poemas na vida das pessoas que as recebem; e podemos imaginá-la como uma senhora que gostaríamos de ter como vizinha.
Pensando bem... seguindo a ideia do livro, nós todos podemos ser Dona Sofia!
(Por Tamara Graça) 

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