quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Palestra da Bienal: Como Apreciar um Livro

COMO APRECIAR UM LIVRO
A ARTE DE LER NAS ENTRELINHAS

Palestrante: Pedro Almeida

O que faz de um livro um sucesso de vendas? A resposta a esta pergunta é também a resposta para o tema da palestra: "Um livro faz sucesso quando faz sentido para muitas pessoas". E fazer sentido significa que o leitor se identificou com os personagens e conseguiu "entrar" na trama do livro. E o leitor entra na trama do livro quando consegue enxergar alguma parte da sua própria realidade, história ou anseios, dentro da trama do livro. Isso ocorre porque ele associa, liga, o seu conhecimento anterior, de outras leituras ou experiências de vida, para perceber o que o autor está dizendo nas entrelinhas. Como nos disse o palestrante: "A arte de ler nas entrelinhas é pensar na literatura como uma brincadeira de ligar pontos".

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Resenha: "A arte de amar" (Erich Fromm, 1956)

Ed. Itatiaia (1958), 171 páginas
"Quem nada conhece, nada ama. Quem nada pode fazer, nada compreende. Quem nada compreende, nada vale. Mas quem compreende também ama, observa, vê... Quanto mais conhecimento houver inerente numa coisa, tanto maior o amor... Aquele que imagina que todos os frutos amadurecem ao mesmo tempo, como as cerejas, nada sabe a respeito das uvas." (Paracelso)

Esta é a citação que consta do livro antes de iniciarmos a leitura, o que, de certa forma, possibilita um vislumbre da proposta do autor. Não se trata de um tratado a respeito do amor, é uma obra curta. Contudo, não te iluda leitor, pois cada parágrafo possui uma mensagem para refletir; o que nos faz parar para pensar e perguntar: "Será?"

Conheci Erich Fromm pela aquisição da obra "Anatomia da Destrutividade Humana", por indicação de um amigo (aguardem resenha para o próximo ano. "Excelente obra!"). Encantada pela fluidez do texto e sua lógica de pensamento, resolvi pesquisar outros trabalhos de sua autoria. Foi quando cheguei nesse livro, cujo título me arrebatou na hora: "A Arte de Amar". Quis saber o que ele tinha a me dizer a respeito do amor. Feito o pedido na Estante Virtual, o intervalo entre a espera e chegada da obra encheu-me de expectativas. Iniciada a leitura, não me decepcionei. Não se trata de romance, e nem de texto técnico. O autor consegue conversar com o leitor, fazendo as pausas necessárias para que o mesmo possa refletir a cada argumentação ou questionamento.

Antes mesmo de chegar à última página, já teria encomendado outras edições para doação ao Projeto Ler é Viver. Sabe aquele livro que te conquista e tu queres que todos que tu conheces, ou não, também leiam? Foi assim que me senti: inebriada. Vou te contar a razão de tudo isso... só um pouquinho. Espero que o suficiente para despertar em ti, estimado leitor, a curiosidade de também descobrir o que este livro tem a te dizer.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Resenha: Grandes Esperanças (Charles Dickens, 1861)

Ed. Landmark (2013): 528 páginas
"No pequeno mundo em que vivem as crianças, não importa quem as crie, nada é mais delicadamente percebido, nada é mais delicadamente sentido que a injustiça."

Charles Dickens foi um escritor inglês muito popular no Reino Unido durante a era vitoriana (período de reinado da Rainha Vitória que se iniciou em junho de 1837 e se estendeu até janeiro de 1901). A primeira infância foi caracteriza por um padrão de vida razoável, que lhe permitiu estudos de qualidade e leituras dos clássicos que lhe influenciaram depois.

Todavia, por conta da prisão do pai por dívidas, foi obrigado a trabalhar, quando fez 12 anos,  "na empresa Warren’s onde se produzia graxa para os sapatos com betume, junto à actual Estação ferroviária de Charing Cross. O seu trabalho consistia em colar rótulos nos frascos de graxa, ganhando, por isso, seis xelins por semana. Com o dinheiro, sustentava a família, encarcerada na prisão para devedores, em Moure onde ia dormir"  (saiba mais aqui).

Notaremos em seus romances uma crítica social, não muito comum na época, sobre as condições de trabalho e a questão da possibilidade de ascensão social vinculada a fatores externos, como o recebimento de herança. Sendo esta última a situação vivida por seu pai que os fez melhorar de vida novamente, embora sua mãe o tenha mantido na fábrica ainda por certo tempo, fato que lhe deixou mágoas.

Entre dezembro de 1860 e agosto de 1861, publicara na revista semanal "All the year round" o folhetim que deu origem ao romance "Grandes Esperanças".

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Bienal Internacional de São Paulo: 2016 tem mais!

23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo: impressões dos últimos dias

A Bienal de São Paulo pode ser um evento comercial, cultural ou de entretenimento, a depender do propósito de cada pessoa. No meu caso, posso dizer que foi um pouco de tudo, pois assisti algumas palestras, comprei vários livros e me diverti apreciando o clima da feira. Nos três dias em que lá estive, fiquei impressionado com a grandiosidade do evento e imaginando o trabalho que deve dar a preparação de um feito deste vulto. Acredito que todas as médias e grandes editoras do Brasil se fizeram presentes. Mas senti falta das editoras internacionais, muito poucas mesmo.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Resenha: "Em busca de sentido" (Viktor E. Frankl, 1946)

Ed. Vozes (2008), 184 páginas
 "Quem tem por que viver pode suportar quase qualquer como" (Nietzsche)

Prezado leitor, eis uma obra que deves ler com cuidado.

Se gostas de História, de saber detalhes sobre os fatos que fazem parte dos livros que estudamos na escola; ou és alguém que aprecia relatos pessoais, situações extremas, que nos levam a "vivenciar" o que, para nós, distantes no tempo, é só um fato com data e personagens para lembrar na hora de uma prova... Enfim, qual seja o teu perfil, este livro é para alguém que está preparado para ler um depoimento sensível e, ao mesmo tempo, consciente sobre os acontecimentos num campo de concentração na época da II Guerra Mundial. Acontecimentos que nos chocam e nos atemorizam por ainda notá-los nos dias de hoje.

O diferencial deste livro, para outras obras que narram vivências semelhantes, é o autor ser médico, especialista em Psiquiatria. Alguém que perdeu o pai, a mãe, o irmão e sua esposa, com quem se casara em 1941 (no ano seguinte, todos estariam em campos de concentração). Sem saber de seus entes queridos, de sua amada esposa, Viktor E. Frankl precisa conviver diariamente com a dor e a perda da sensibilidade diante das atrocidades vividas e vistas. O que poderia fazer sentido em se manter vivo? O que poderia levar um homem suportar um dia de cada vez, entregue ao destino, temendo, inclusive, qualquer tomada de decisão, dada a apatia em que se encontrava? Conheça um pouco mais sobre esta obra, que nos apresentará a linha Psicoterapêutica desenvolvida pelo autor chamada Logoterapia.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Resenha: "Gente Pobre" (Fiódor M. Dostoiévski, 1846)


Ed. 34 (2009): 192 páginas
Quem tem medo de ler obras clássicas? E se essa obra clássica for de um escritor russo? O medo aumenta?  Então tenho boas notícias: li a obra "Gente Pobre", de Fiódor Dostoiévski e sobrevivi!! E, melhor ainda, gostei!! Queres saber como isto aconteceu? Vou te contar algumas pequenas coisas, só para teres ideia, pois saber mesmo só quando leres a obra. É uma sensação maravilhosa quando quebramos o mito das leituras inacessíveis. Eu garanto!

Para começar, vamos falar de Fiódor Dostoiévski, conhecido pelos romances "Crime e Castigo" e os "Irmãos Karamazóv" (deixemos essas obras para o futuro… neste momento daremos pequenos passos, certo?). Nascido em Moscou (Rússia), no dia 30 de outubro de 1821, filho de um médico que fora assassinado por seus próprios serviçais de sua pequena propriedade rural em 1839, sendo que no ano anterior sua mãe morrera de tuberculose. Assim, aos 18 anos, nosso escritor é órfão  e está fazendo parte da Escola de Engenharia Militar de São Petesburgo, na qual engressara em 1838.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Projeto Ler é Viver visitou a Bienal !

23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo: no olhar de quem a visitou.

Estive em São Paulo entre os dias 23 e 25 de agosto e, como amante da literatura, não pude deixar de visitar a Bienal do Livro.

A Bienal reúne as principais editoras, livrarias e distribuidoras do país. São cerca de 480 expositores participantes que apresentarão para 800.000 visitantes seus mais importantes lançamentos em um espaço total de 60.000 m².

O evento, realizado no período de 22 a 31 de agosto, conta com uma programação abrangente e diversificada, mesclando literatura com diversão, negócios, gastronomia e cultura.

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